Projeto "Água, Terra e Futuro" completa primeiro mês de execução com equipe formada e início das ações nos territórios
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O projeto Água, Terra e Futuro: Juventudes Camponesas em Movimento, desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento e Educação dos Sistemas Tradicionais de Erva-Mate (CEDErva), em parceria com a Itaipu Binacional e o Núcleo de Cooperação Socioambiental Centro-Sul do Paraná, completou seu primeiro mês de execução com importantes avanços na estruturação das equipes, na mobilização das comunidades e no início das atividades previstas no Plano de Trabalho.
Formação da equipe
Ao longo desse primeiro mês, foi concluído o processo de seleção e contratação da equipe técnica responsável pela execução das ações, composta por auxiliares administrativo-financeiros, técnicos(as) de diferentes áreas, bolsistas de graduação e de mestrado. Também foram selecionados os 20 Agentes de Desenvolvimento Socioambiental, jovens representantes dos dez municípios participantes do projeto, que atuarão como articuladores locais das ações de educação ambiental, agroecologia, comunicação popular e fortalecimento comunitário.
Outro marco importante foi a realização dos primeiros encontros de planejamento e integração da equipe, promovidos no Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Campus Irati. Os encontros permitiram apresentar os objetivos do projeto, alinhar metodologias de trabalho, fortalecer a integração entre as diferentes áreas de atuação e planejar as primeiras ações nos territórios.
A equipe de Agroecologia e Recuperação de Nascentes também participou de uma formação técnica na Estação Experimental do IDR-Paraná, onde conheceu experiências relacionadas à restauração ecológica, sistemas agroflorestais e unidades de referência, conhecimentos que servirão de base para as atividades a serem desenvolvidas junto às famílias agricultoras.
Mobilização das comunidades
Paralelamente às atividades de planejamento, tiveram início as visitas de mobilização e diagnóstico nas comunidades participantes. As equipes técnicas percorreram diversos municípios para apresentar o projeto, dialogar com lideranças locais, identificar demandas e construir, juntamente com as famílias, as primeiras propostas de intervenção.
Em Fernandes Pinheiro, foram identificadas demandas relacionadas à proteção de nascentes, implantação de biofossas, fortalecimento da produção agroecológica, conservação de sementes crioulas, ampliação da produção de erva-mate e valorização da meliponicultura.
No município de Inácio Martins, as atividades envolveram uma reunião com a Casa da Cultura Góes Artigas e visitas às comunidades Faxinal dos Rodrigues, José Dias e Papagaios. As ações buscaram fortalecer iniciativas voltadas aos sistemas agroflorestais, à regeneração de florestas nativas, à proteção de áreas de preservação permanente, à recuperação de nascentes e à produção de mudas de espécies nativas e de erva-mate.
Em Rebouças, as visitas técnicas identificaram propriedades com potencial para implantação de ações de recuperação de nascentes, reflorestamento de áreas de preservação permanente, implantação de pomares, cultivo de plantas medicinais, fortalecimento da apicultura e conclusão de sistemas de tratamento de efluentes por meio de biofossas.
Também foram realizadas visitas de aproximação às famílias dos Agentes de Desenvolvimento Socioambiental nos municípios de Imbituva, Rebouças e Rio Azul, fortalecendo o vínculo entre o projeto, os jovens selecionados e suas comunidades, etapa considerada fundamental para o desenvolvimento das ações ao longo dos próximos meses.
Seminário de Integração da Agricultura Familiar e dos Sistemas Tradicionais de Produção
Além das atividades diretamente relacionadas ao projeto, a equipe vem atuando na organização do Seminário de Integração da Agricultura Familiar e dos Sistemas Tradicionais de Produção, que acontecerá nos dias 12 e 13 de agosto, em Irati, reunindo agricultores, pesquisadores, instituições públicas e organizações da sociedade civil para discutir os desafios e as perspectivas da agricultura familiar e dos sistemas tradicionais de produção na região Centro-Sul do Paraná.
Nos próximos meses, as atividades serão intensificadas com o início da formação dos Agentes de Desenvolvimento Socioambiental, a implantação das primeiras unidades de referência em agroecologia e recuperação de nascentes, o desenvolvimento das ações de educação ambiental, patrimônio cultural, economia solidária e comunicação popular, além da ampliação das visitas técnicas e do acompanhamento das comunidades participantes.
Mais do que executar um conjunto de atividades previstas em um convênio, o projeto busca fortalecer a organização comunitária, incentivar o protagonismo das juventudes rurais e construir, de forma participativa, estratégias de desenvolvimento socioambiental capazes de gerar impactos duradouros nos territórios atendidos.





















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